Total de Visualizações da Página

domingo, 31 de agosto de 2014

Até o próximo tema!!!

Olá pessoal!! O tema abordado inicialmente, Relatório de Enfermagem, chega ao fim! Espero que todos vocês, profissionais da enfermagem (enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem), tenham compreendido a real importância das anotações referentes ao paciente e ao seu cuidado, não apenas para uma assistência de enfermagem segura, responsável e organizada, como esta realmente deve ser, mas também para o seu respaldo, frente à processos judiciais.
Caso ocorram dúvidas, peço que me enviem por e-mail ou deixam anotadas nos comentários, pois será um enorme prazer respondê-los e ajudá-los!!
E claro, caso vocês queiram sugerir algum tema, também estou aberta a sugestões, pois sempre são bem vindas!!
O próximo tema estará chegando esta semana e promete arrasar!!!

Um enorme beijo e um mega abraço!!

Até a próxima!!


Relatório de Enfermagem - Parte 17 (Considerações Finais)

Considerações Finais


Os Registros de Enfermagem são itens fundamentais para a comprovação da aplicação de uma assistência baseada em princípios técnicos científicos, sem os quais a enfermagem deixaria de ser uma ciência, passando ao simples cuidar prestado sem qualquer direcionamento, gerando resultados imprevistos e, possivelmente, nocivos ao paciente.

Diante disso, apresentamos resumidamente, as principais diferenças entre as anotações de enfermagem e a evolução de enfermagem:

Anotação
Evolução
Dados brutos
Dados analisados
Elaborada por toda a equipe de enfermagem (enfermeiro, técnico e auxiliar de enfermagem)
Elaborado apenas pelo enfermeiro
Referente a um momento
Referente ao período de 24 horas
Dados pontuais
Dados processados e contextualizados
Registra uma observação
Registra a reflexão e análise de dados

** Texto obtido do Livreto Anotações de Enfermagem - COREN (Conselho Regional de Enfermagem) de São Paulo

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O que fará depois desse vídeo? (Tome uma decisão) - Inspiração!

Relatório de Enfermagem - Parte 16

Anotação de Enfermagem na Administração de Medicamentos

A administração de medicamentos é um procedimento que pode ser realizado por alguns profissionais da saúde, no entanto, é uma prática realizada cotidianamente pela equipe de enfermagem. Requer conhecimentos de Farmacologia relacionados ao tipo da droga, aos mecanismos de ação e excreção e à atuação nos sistemas orgânicos, além de conhecimentos de Semiologia, Semiotécnica e avaliação clínica do estado de saúde do paciente.
O preparo dos medicamentos requer destreza na execução da técnica para evitar a contaminação das soluções durante a manipulação. As administrações por via intramuscular e intravenosa são propensas a complicações relativas à técnica. Esta tarefa requer cuidados especiais, que vão desde a lavagem das mãos antes do preparo da medicação até a administração propriamente dita, que deve ser realizada por profissionais capacitados.

A abrangência das questões éticas que envolvem a prevenção de falhas na administração de medicação remete-nos a uma reflexão mais ampla, pois se sabe que o Enfermeiro é responsável por todas as etapas do processo que envolve a administração de medicamentos, realizada por algum membro da equipe de enfermagem. A administração de medicamentos é uma das responsabilidades mais sérias que pesam sobre o Enfermeiro e a equipe de enfermagem que se encontra a ele subordinada. Vai além da execução mecânica da tarefa, requer discernimento e compromisso profissional.

Com relação às questões éticas, faz-se necessário conhecer o que diz a Resolução COFEN n. 225/2000, que dispõe sobre cumprimento de prescrição medicamentosa/terapêutica a distância:

Art. 1º - É vedado ao Profissional de Enfermagem aceitar, praticar, cumprir ou executar prescrições medicamentosas/terapêuticas, oriundas  de qualquer Profissional da Área de Saúde, através de rádio, telefonia ou meios eletrônicos, onde não conste a assinatura dos mesmos.

Art. 2º - Não se aplica ao artigo anterior as situações de urgência, na qual, efetivamente, haja iminente e grave risco de vida do cliente.

COFEN, 2000.

É imprescindível, portanto, que a enfermagem possua visão ampliada do sistema de medicação e de cada um dos seus processos e, principalmente, que dê garantias de segurança e qualidade a esse processo, que está sob sua responsabilidade. Cabe aos profissionais envolvidos buscar informações a respeito do fluxo de suas atividades, sobre os problemas existentes com o ambiente e com os recursos humanos, assim como conhecimento sobre os fármacos, as interações medicamentosas, entre outros, contribuindo para que a terapêutica medicamentosa seja cumprida de maneira eficiente, responsável e segura.

IMPORTANTE!!!

A Resolução da Anvisa, n. 45/2003, dispõe sobre o Regulamento Técnico de Boas Práticas de Utilização das Soluções Parenterais (SP) em Serviços de Saúde.

Segue abaixo alguns aspectos importantes desta norma:

3.1.1. A responsabilidade pelo preparo das SP pode ser uma atividade individual ou conjunta do Enfermeiro e do farmacêutico.
[...]

3.2.2. O Enfermeiro é o responsável pela administração das SP e prescrição dos cuidados de enfermagem em âmbito hospitalar, ambulatorial e domiciliar.

3.2.3. A equipe de enfermagem envolvida na administração da SP é formada pelo Enfermeiro, técnico e/ou auxiliar de enfermagem, tendo cada profissional suas atribuições específicas em conformidade com a legislação vigente.

3.2.4. O Enfermeiro deve regularmente desenvolver, rever e atualizar os procedimentos escritos relativos aos cuidados com o paciente sob sua responsabilidade.

3.2.5. O Enfermeiro deve participar e promover atividades de treinamento operacional e de educação continuada, garantindo a atualização da equipe de enfermagem.
[...]

3.2.16. O Enfermeiro deve participar da escolha do acesso venoso central, em consonância com o médico responsável pelo atendimento ao paciente, considerando as normas da Comissão de Controle de Infecção em Serviços de Saúde.
[...]

3.2.19. É responsabilidade do Enfermeiro estabelecer o acesso venoso periférico, incluindo o Cateter Central de Inserção Periférica (PICC).
[...]

3.2.30. É da responsabilidade do Enfermeiro assegurar que todas as ocorrências e dados referentes ao paciente e seu tratamento sejam registrados de forma correta, garantindo a disponibilidade de informações necessárias à avaliação do paciente, eficiência do tratamento e rastreamento em caso de eventos adversos.

BRASIL, 2003.

Vias de Administração de Medicação

Via Oral (VO)


Nessa via, os medicamentos podem ter a apresentação de comprimidos, drágeas, cápsulas ou de líquido. Eles são absorvidos, principalmente, no estômago e intestino. Contraindicada à pacientes com náuseas, vômitos, diarreia ou aqueles que tenham dificuldades para engolir. Esses medicamentos devem estar em sua embalagem original, contendo nome, data de validade e lote. Para pacientes com sonda nasogástrica ou sonda nasoenteral, a orientação é diluir o medicamento e após, lavar a sonda para evitar obstrução.

Via Sublingual (SL)


As mucosas situadas na região sublingual são altamente vascularizadas por capilares sanguíneos, motivo pelo qual sua absorção é altamente eficaz. Em comparação com a via oral, sua absorção se dá de uma forma muito mais rápida, devido ao contato quase que direto com os capilares sanguíneos situados sob a língua. 

Via Intradérmica (ID)


Nesta via, os medicamentos são administrados na pele (derme). É uma via muito restrita, usada para pequenos volumes (de 0,1 a 0,5 ml), reações de hipersensibilidade, como prova tuberculínica cutânea e sensibilidade de algumas alergias. O local de aplicação mais utilizado é a face interna do antebraço.
É também utilizada para a aplicação de BCG (vacina contra a tuberculose), sendo de uso mundial a aplicação ao nível da inserção inferior do músculo deltoide.

Via Subcutânea (SC)


Na via subcutânea ou hipodérmica, os medicamentos são administrados debaixo da pele, no tecido subcutâneo. Nesta via a absorção é lenta, através dos capilares, de forma contínua e segura. Usada para administração de vacinas, anticoagulantes e hipoglicemiantes. O volume não deve exceder 1 ml.

Via Intramuscular (IM)


A administração via intramuscular permite que você injete o medicamento diretamente no músculo em graus de profundidade variados. É usado para administrar suspensões e soluções oleosas, garantindo sua absorção em longo prazo. Devemos estar atentos quanto à quantidade a ser administrada em cada músculo. É necessário que o profissional realize uma avaliação da área de aplicação, certificando-se do volume que esse local pode receber.
Atenção: não se esqueça que esse volume irá depender da massa muscular do cliente, quanto menos a dose aplicada, menor o risco de possíveis complicações.

Via Endovenosa (EV)


É a administração de medicamentos diretamente na corrente sanguínea através de uma veia. A administração pode variar desde uma única dose até uma infusão contínua. Como o medicamento ou a solução é absorvido imediatamente, a resposta do cliente também é imediata. A biodisponibilidade instantânea transforma a via EV na primeira opção para ministrar medicamentos durante uma emergência.

Locais mais utilizados para punção venosa:

Região do Dorso da Mão:
  • Veia basílica;
  • Veia cefálica;
  • Veia metacarpiana dorsal.
Região dos Membros Superiores:
  • Veia cefálica;
  • Veia cefálica acessória;
  • Veia basílica;
  • Veia intermediária do cotovelo;
  • Veia intermediária do braço.
Acesso Venoso Periférico



Anotar a localização, o tipo de acesso, o dispositivo venoso utilizado e o tempo de permanência, para controle de troca de acordo com as normas instituídas pela Comissão de Infecção Hospitalar e orientação do fabricante. Importante ainda anotar se existe presença de sinais flogísticos.

Importante ainda registrar as complicações locais (caso ocorram), como:
  • Hematoma - descoloração da pele, edema e relato de desconforto ao redor da inserção do dispositivo;
  • Flebite - dor no local, eritema ou edema sem endurecimento, cordão fibroso não palpável;
  • Tromboflebite - fluxo de infusão lento, edema em membros, veia sensível, presença de cordão fibroso, local quente ao toque, eritema acima do local de inserção do dispositivo;
  • Infiltração - pele fria e tensa ao redor da inserção do dispositivo, edema, estagnação de retorno sanguíneo pelo dispositivo ou retorno de fluido rosa claro, velocidade lenta de infusão;
  • Extravasamento - tensão na pele, pele fria e pálida, infusão lenta ou estagnada, edema da extremidade afetada.
Outro ponto fundamental a ser registrado é se o acesso está sorolizado (salinizado), heparinizado ou com infusão contínua, bem como o tipo de curativo (fita hipoalergênica, filme estéril transparente).

Acesso Venoso Central


Anotar a localização (subclávia, jugular, etc.) e o tipo de procedimento (intracath, flebotomia, port-a-cath, etc.), tipo de cateter (duplo, triplo lúmen, etc.), se existe presença de sinais flogísticos (exsudato, hiperemia, rubor, calor), o tempo de permanência, o indicativo de infecção da corrente sanguínea (tremores, sudorese, confusão mental, etc.), as complicações locais (hiperemia, flebite, infiltração, edema, queixas álgicas, etc.) e os produtos utilizados no curativo da inserção do cateter.

Erros de Medicação

Apesar dos inquestionáveis avanços na área da saúde, a ocorrência de erros continua ameaçando profissionais e a vida de pacientes. Frequentemente são divulgados pela imprensa casos que envolvem erros relacionados à medicação, ocorridos em diversas situações hospitalares, ambulatoriais e domiciliares, servindo de alerta para que a sociedade se conscientize de que os erros podem ocorrer e devem ser discutidos.

Quando ocorre um erro, o ponto mais importante não é quem o cometeu, mas sim analisar os processos de trabalho, como e porque o sistema de defesa falhou. Na área da saúde, principalmente para a Enfermagem, a análise do processo que possa ter acarretado o erro tem papel de destaque. Quanto mais se discute e se rastreia o erro, mais chances haverá para que novos modelos de processos sejam implementados.

A consequência imediata é a dificuldade de identificação do erro, pois o erro ocorrido é velado por todos que nele estão envolvidos. Esta atitude perante o erro parte de uma visão individual e considera a falha humana como a única causa para ocorrência do erro, pois ações punitivas individuais, que hoje são aplicadas, em nada favorecem a mudança dos processos de trabalho. Muito pelo contrário, propiciam cada vez mais que estes eventos sejam velados.

Cabe ao Enfermeiro o planejamento das ações de enfermagem, seja disponibilizando recursos materiais adequados e seguros, seja capacitando a equipe de enfermagem ou promovendo condições tanto ambientais como de trabalho adequadas para o desempenho das atividades, garantindo segurança para o paciente.



** Texto obtido do Programa de Aprimoramento Profissional - Proficiência (Conselho Federal de Enfermagem - COFEN)

Motivação para o Sucesso Enfermagem

Relatório de Enfermagem - Parte 15

Anotação de Enfermagem da Ingesta e Eliminações



Vamos iniciar tal assunto, definindo o balanço hídrico diário, que representa o resultado dos líquidos infundidos e eliminados por todas as vias e a inclusão de uma estimativa das perdas por evaporação, ou seja, o balanço hídrico cumulativo resultante reflete as alterações da água total do organismo (Smeltzer; Bare, 2009).

As intervenções de enfermagem relacionadas à manutenção do equilíbrio incluem, além da mensuração e do registro correto dos valores medidos, a pesagem diária do paciente, a reposição hídrica por via oral (oferecendo líquidos ou restringindo-os, se necessário), a realização do exame físico pelo Enfermeiro, buscando sinais de edema ou desidratação, a avaliação dos aspectos da urina, a reposição parenteral de líquidos, entre outros.

Portanto, enfatizamos a necessidade e a obrigatoriedade do registro em prontuário, tanto em relação à ingesta quanto à eliminação e também, das observações e queixas do paciente.


Também há a necessidade de destacarmos a importância da ingesta de água, pois ela desempenha um papel essencial em quase todas as funções do nosso corpo: ajuda no controle da temperatura corporal e na perda de peso; combate a acne, a celulite e as estrias; filtra as toxinas, melhorando o funcionamento dos rins e ajuda na digestão, absorção e transporte de nutrientes. Do mesmo modo, os sais minerais existentes na água como o cálcio, sódio, potássio, magnésio e flúor, trazem excelentes benefícios para a nossa saúde.

Ao envelhecer, a pessoas perde o centro da sede e a vontade de beber água. Não podemos deixar de lembrar que a criança também não manifesta sua sede. Cabe ao Enfermeiro, nestes casos em seu plano assistencial, estabelecer mecanismos para que a equipe de enfermagem ofereça líquidos adequadamente a esses pacientes.

Quando há diminuição do conteúdo de líquido, ocorre uma desidratação, a qual pode levar a uma diminuição do volume de sangue, aumento dos batimentos cardíacos, aspereza da pele, sensação de fraqueza (mau funcionamento dos músculos), menor volume urinário, entre outros sintomas. Se ocorrer no cérebro, a desidratação pode alterar a memória e diminuir o poder de concentração e em casos mais graves, pode levar a pessoa a sentir câimbras musculares, calafrios e vômitos.

A nutrição é o processo de consumo, absorção e utilização dos nutrientes necessários para o crescimento e 
desenvolvimento do corpo e para a manutenção da vida. Os nutrientes são substâncias químicas presentes nos alimentos e que nutrem o organismo. Muitos nutrientes podem ser sintetizados no organismo, porém aqueles que não podem, denominados nutrientes essenciais, devem ser consumidos na dieta. Alguns exemplos são os aminoácidos (proteínas), determinados ácidos graxos (nas gorduras e óleos), os minerais e as vitaminas. Quando os nutrientes essenciais não são supridos nas quantidades requeridas, podem ocorrer distúrbios relacionados à deficiência nutricional. A nutrição, quando necessária, pode ser realizada através da alimentação enteral, através de sondas, ou parenteral, em acesso venoso central. Ambas requerem registros em prontuário do paciente, com todo rigor. A prescrição do Enfermeiro, destacando com ênfase a via de administração, é de suma importância para que se garanta a segurança do procedimento para o paciente. Enfatizamos ainda, que o indivíduo que recebe nutrição parenteral total deve ser rigorosamente monitorizado, a verificação e o registro de todas as ocorrências, tais como alterações do peso e do débito urinário e sinais de infecção, devem estar prescritos pelo Enfermeiro, para que a equipe de enfermagem se mantenha alerta.

A função intestinal varia bastante, não apenas de um indivíduo para outro, mas também no mesmo indivíduo 
em momentos diferentes. A função intestinal pode ser afetada pela dieta, pelo estresse, por drogas, por doenças e inclusive por padrões sociais e culturais. Na maioria das sociedades ocidentais, o número normal de evacuações varia de 2 a 3 por semana até 2 a 3 por dia. As alterações da frequência, da consistência ou do volume das evacuações e a presença de sangue, muco, pus ou um excesso de matéria gordurosa (óleo, gordura) nas fezes, podem indicar uma doença. É importante que esse processo ocorra, já que se as excretas (substâncias tóxicas) permanecerem no organismo poderão interferir negativamente sobre a sua fisiologia e sobrevivência. Os problemas urinários e intestinais mais comuns são: problemas relacionados às excretas, como dor ao urinar ou evacuar, ausência de urina e fezes, entre outros; transporte e armazenamento de resíduos (constipação, diarreia, flatulência, obstrução); inflamação e infecção e excreção (incontinência, hemorroidas).

O que anotar no Relatório de Enfermagem - Dieta
  • Indicar dieta oferecida (geral, leve, branda, pastosa, hipossódica, para diabéticos, dieta por sonda);
  • Aceitação da dieta (total ou parcial);
  • Dieta por sonda (quantidade da dieta e da hidratação, presença de refluxo gástrico);
  • Dieta zero (cirurgia ou exames);
  • Necessidade de auxílio ou não;
  • Recusa - indicar o motivo (disfagia, mastigação dolorosa, falta de apetite, náusea, etc.);
  • Sinais e sintomas apresentados.
Observação: no caso de dietas administradas via sonda, importante citar os cuidados prestados antes e após a administração, conforme prescrição (decúbito elevado, lavagem após a administração da dieta, etc.).

O que anotar no Relatório de Enfermagem - Diurese
  • Ausência/presença de diurese (se sonda ou balanço hídrico, medir em ml);
  • Características (coloração, odor);
  • Presença de anormalidades (hematúria, piúria, disúria, etc.);
  • Forma da eliminação (espontânea, via uripen, sonda vesical de demora, ostomias urinárias).

O que anotar no Relatório de Enfermagem - Evacuação
  • Episódios (nos respectivos horários);
  • Quantidade (pequena, média, grande);
  • Consistência (pastosa, líquida, semipastosa);
  • Via de eliminação (reto, ostomias);
  • Características (coloração, odor, consistência, quantidade);
  • Queixas.
** Texto obtido do Programa de Aprimoramento Profissional - Proficiência (Conselho Federal de Enfermagem - COFEN)

** Texto obtido do Livreto Anotações de Enfermagem - COREN (Conselho Regional de Enfermagem) de São Paulo




quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Enfermagem - Ciência e Arte

Relatório de Enfermagem - Parte 14

O que anotar nos cuidados de Higiene e Conforto???

O movimento de humanização do atendimento em saúde procura minimizar o sofrimento do paciente e dos seus familiares, buscando formas de tornar menos agressiva a condição do doente institucionalizado. 
Ao receber o paciente na unidade de internação, o profissional de enfermagem deve providenciar e realizar a assistência necessária, atentando para certos cuidados que podem auxiliá-lo nessa fase. O primeiro contato entre o paciente, seus familiares e a equipe é muito importante para a adaptação na unidade.
O tratamento realizado com gentileza, cordialidade e compreensão ajuda a despertar a confiança e a segurança tão necessárias. Assim, cabe ao profissional auxiliar o paciente a se familiarizar com o ambiente, apresentando-o à equipe presente e a outros pacientes internados, em caso de enfermaria, orientando-o sobre o regulamento, normas e rotinas da instituição.



"A teoria humanista e a prática da enfermagem exigem que o profissional seja capaz de, subjetivamente, vivenciar o outro"
George, 1993.

O conforto e a segurança constituem necessidades básicas do ser humano e podem manifestar-se pela necessidade de proteção diante de perigos físicos, ameaças psicológicas e dor.
A enfermagem tem um papel importante durante a hospitalização do paciente para promover ou proporcionar conforto e segurança necessários diante dos riscos que ele poderá sofrer de sua vulnerabilidade física e psicológica  ocasionada pela enfermidade.


A importância dos registros de enfermagem dedicados à higiene e conforto do paciente, reside no fato de que a equipe de enfermagem é a única que permanece continuamente ao lado do paciente, podendo informar com riqueza de detalhes todas as ocorrências clínicas. Para maior clareza, recomenda-se que o registro das informações seja organizado de modo a reproduzir a ordem cronológica dos fatos, permitindo assim que na passagem de plantão, a equipe possa acompanhar a evolução do paciente.
O cuidado higiênico adequado exige compreensão sobre a anatomia e fisiologia da pele, a cavidade oral e dos olhos, os ouvidos e o nariz, bem como sobre conhecimentos da fisiopatologia que causa alterações nesses órgãos.


É importante também lembrar que há fatores que influenciam a prática de higiene, tais como:
  • Cultura, hábitos familiares;
  • Condições socioeconômicas;
  • Conhecimento;
  • Preferências pessoais;
  • Condições físicas e emocionais, entre outros.
A pessoa, ao adoecer e ao se internar, perde a privacidade do lar ou do ambiente onde vive, sofre uma redução do próprio espaço e abdica de sua autonomia. O espaço de vida é modificado e o sujeito necessita criar novos espaços e pontes, assim modificam-se horizontes. As referências do hospital são outras. Tudo é estranho, o internado experimenta o sentimento de medo, de isolamento, de dependência. 

Pinkus (1988, p. 123) refere que a estrutura hospitalar apresenta uma ambiguidade paradoxal. Oficialmente o hospital é organizado e até existe em função do enfermo, mas muitas de suas dimensões, tais como horário de seus ambulatórios, visitas e refeições, são organizados claramente de acordo com as exigências do pessoal e do conjunto da estrutura hospitalar, muito mais do que as do doente.
O desencadeamento de uma enfermidade física representa uma perda de controle sobre o próprio corpo e, com frequência, uma perda de controle sobre o próprio mundo (KPLAN, SADOCK, 1996, p. 382).
Buscar analisar os cuidados de higiene e conforto, a partir da perspectiva do paciente, constitui-se numa primeira aproximação a um cotidiano imerso em contradições, tabus e mitos. Desvendar esse universo, no contexto do cuidado, além de compreender o significado do banho para os pacientes é um desafio para a Enfermagem.




"Há que se destacar o banho como um momento de higiene, mas também de conhecimento do outro, de observação, de espaço para ouvir e não apenas escutar, sem sentir, como um momento de educação, de compartilhar saberes. Um momento, sim, de intimidade, mas também de interação, de troca, um momento de cuidado, em que seres humanos estão juntos, cuidando e deixando-se cuidar, numa troca, num movimento que pode contribuir para o fortalecimento do paciente com vistas a sua recuperação"
Figueiredo et al., 2001

É durante o cuidado com a higiene e o conforto do paciente, que podemos observar detalhadamente as condições de sua pele, onde podemos observar o princípio da formação de uma úlcera por pressão.


As úlceras por pressão constituem um sério problema que afeta os pacientes hospitalizados e os pacientes que residem em suas próprias casas ou em casas de repouso, que se encontram acamados.
Essa condição tem implicação direta no tratamento, pois frequentemente resulta em dor, piora da qualidade de vida, maior risco de infecção, aumento do tempo de hospitalização e dos custos no tratamento.
Na maioria dos indivíduos, as úlceras por pressão causam dor e prurido, porém nos indivíduos com a sensibilidade afetada, mesmo as úlceras profundas e graves podem ser indolores.
A prevenção é prioridade máxima e as úlceras por pressão profundas quase sempre podem ser prevenidas com um cuidado intensivo do paciente. Uma observação meticulosa diária da pele de um paciente restrito ao leito pode detectar precocemente a hiperemia e qualquer sinal de hiperemia indica a necessidade de uma ação imediata para evitar a ocorrência da ruptura da pele. As proeminências ósseas podem ser protegidas com materiais macios e as camas, as cadeiras e as cadeiras de rodas podem ser acolchoadas para reduzir a pressão.


Podemos observar na figura acima, algumas posições do paciente no leito e na cadeira de rodas, com os respectivos pontos de pressão que deverão ser constantemente avaliados pelo Enfermeiro e observados pela equipe de enfermagem.

Os cuidados e os registros de enfermagem no prontuário não se resumem ao banho, lembre-se que outros procedimentos tão importantes quanto o banho são realizados, com o intuito de propiciar ao paciente o conforto e a segurança, tais como: cuidado com o couro cabeludo, higiene oral, higiene ocular, cuidado com as unhas e higiene íntima.
Somente o cuidado com os pés mereceria um texto especial, principalmente quando o paciente for portador de diabetes ou outras patologias do sistema circulatório. 
Todas as medidas de higiene devem estar registradas no prontuário, bem como todo tipo de higienização realizada (banho no leito, banho de aspersão, banho de imersão, higiene oral, higiene ocular, higiene íntima), necessidade de uso de cadeira higiênica, andador, necessidade de auxílio, entre outros.
Além disso, também devem estar registradas todas as medidas de conforto adotadas: massagem de conforto, hidratação da pele, mudança de decúbito, colocação de coxins ou proteção de proeminência óssea, localização, material utilizado, entre outros.

** Texto obtido do Programa de Aprimoramento Profissional - Proficiência (Conselho Federal de Enfermagem - COFEN)

A Ilha

Relatório de Enfermagem - Parte 13

Anotação de Enfermagem na Admissão, Transferência, Alta e Óbito

Admissão

Este é um momento ímpar entre a equipe de enfermagem e o paciente. Esse primeiro contato, independentemente do cenário em que se realiza, é um dos mais importantes, pois é neste contexto que a confiança do paciente com o profissional da enfermagem é estabelecida. A empatia e a segurança são essenciais, assim como o estabelecimento da parceria, momento em que a adesão, quer seja do tratamento ou das orientações necessárias, pode ser garantida.

No ato da admissão, os itens citados abaixo não podem deixar de serem registrados em relatório de enfermagem:
  • Nome completo do paciente, data e hora;
  • Sua procedência (encaminhamento ou busca espontânea);
  • Condições de chegada (deambulando, em maca, cadeira de rodas, etc.);
  • Presença de acompanhante ou responsável;
  • Condições gerais de entrada (estado geral, higiene, presença de hematomas, lesões, sangramentos, queixas);
  • Presença de vícios (tabagismo, etilismo, uso de drogas ilícitas), se sim, descrever a substância e quantidade utilizada;
  • Uso de medicamentos: tipo, dosagem e frequência;
  • Alergias: identificar a substância ou produto (medicamento, material, etc.);
  • Sinais vitais: pressão arterial, pulso, temperatura, respiração e dor (anotar os valores mensurados);
  • Pertences: identificar e proceder a devolução para o acompanhante ou familiar;
  • Descrição dos cuidados a serem realizados: o acesso venoso (local de inserção), o material a ser utilizado e fazer orientações quanto às soluções;
  • Procedimentos/cuidados e orientações prestados;
  • Identificação do responsável pelos registros efetuados (nome completo, categoria profissional e número de inscrição no COREN).

Transferência

É o deslocamento do paciente de um setor para o outro, dentro da própria instituição ou para outra, externamente.
Para efeito do registro de enfermagem, ressaltamos que tanto o responsável pelo serviço que realiza a transferência quanto pelo que está recepcionando o paciente deverão proceder, necessariamente, as seguintes observações, entre outras, conforme a rotina institucional:
  • Procedência (serviço de origem);
  • Motivo da transferência;
  • Data e horário;
  • Destino e forma de transporte;
  • Condições gerais observadas (estado geral, integridade da pele, condições de locomoção, queixas, presença e condições de dispositivos);
  • Sinais vitais;
  • Registro de encaminhamento de exames e medicamentos juntamente com o prontuário;
  • Orientações realizadas;
  • Identificação do responsável pelos registros efetuados (nome completo, categoria profissional e número da inscrição no COREN).

Alta

Geralmente, o momento da alta é muito gratificante para o paciente e seus familiares. O paciente recebe alta quando seu estado de saúde permite ou quando está em condições de recuperar-se e continuar o tratamento em casa.
No momento da alta, devemos registrar:
  • Data e horário de saída do paciente;
  • Condições de saída (deambulando, maca, cadeira de rodas ou outro dispositivo de apoio);
  • Identificação do acompanhante ou familiar;
  • Procedimentos realizados, conforme prescrição ou rotina institucional (sinais vitais, retirada de cateter venoso, etc.);
  • Orientações prestadas;
  • Identificação do responsável pelos registros efetuados (nome completo, categoria profissional e número da inscrição no COREN).

Óbito

Este é um embate muito grande que se tem verificado em diversas pesquisas e trabalhos científicos publicados em virtude da insuficiência ou até ausência total de registros de enfermagem na ocasião do óbito do paciente, como se a equipe de enfermagem não houvesse atuado em nenhum momento.
A ausência de registros durante tal atendimento ao paciente, pode acarretar em processos éticos, civis e criminais, baseados em denúncias formuladas por familiares.

O que NÃO pode estar ausente no prontuário do paciente:
  • Assistência de enfermagem prestada no momento que antecedeu ao óbito;
  • Data e horário;
  • Identificação do médico que constatou;
  • Cuidados com o corpo: higiene, retirada de dispositivos, curativos, etc.;
  • Comunicação do óbito ao setor responsável, conforme rotina institucional;
  • Horário de aviso aos familiares, para os mesmos comparecerem ao hospital;
  • Horário de encaminhamento do corpo ao necrotério, velório da instituição;
  • Identificação do responsável pelos registros efetuados (nome completo, categoria profissional e número da inscrição no COREN).
** Texto obtido do Programa de Aprimoramento Profissional - Proficiência (Conselho Federal de Enfermagem - COFEN)

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

O Lenhador e a Raposa





Lindo vídeo, o qual nos mostra que antes de julgarmos e acreditarmos em boatos, devemos averiguar o que realmente aconteceu de fato. Se realmente a amizade é sincera, dificilmente acreditamos em fofocas!!! Para refletirmos!!

Relatório de Enfermagem - Parte 12

Anotação de Enfermagem no Perioperatório

Antes de conhecermos o que deverá ser anotado durante o perioperatório, vamos relembrar o que deve conter em toda e qualquer anotação de enfermagem:
  • Identificação completa do paciente ou usuário;
  • Data e hora em que o cuidado está sendo realizado;
  • Checagem e anotação dos itens realizados, tanto da prescrição médica quanto da enfermagem;
  • Finalização do registro com a identificação de quem realizou o procedimento.
Especificamente para o serviço de enfermagem na área cirúrgica, Nogueira et al. (1993) acreditam que deve existir uma forte inter-relação entre o serviço de enfermagem destas áreas e os demais serviços do hospital, uma vez que a organização e o desempenho destes dependem de cooperação, comunicação, criatividade e solução de problemas entre os grupos de trabalho neles existentes.
Faz-se necessário enfatizar mais uma vez a Resolução COFEN n. 311, de 08 de Janeiro de 2007, que aprova o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem e aponta que é responsabilidade e dever de todos os trabalhadores de enfermagem:

"[...] assegurar à pessoa, família e coletividade assistência de enfermagem livre de danos decorrentes de imperícia, negligência ou imprudência".
COFEN, 2007.

Devemos ainda destacar que um dos preceitos da Organização Mundial da Saúde quanto à segurança do paciente é "Cirurgias Seguras salvam vidas".

O que devemos verificar antes da anestesia (Sign In):

  • A identificação do paciente, o local da cirurgia e o tipo de operação;
  • Se a monitorização está instalada e funcionando;
  • Se o paciente apresenta alguma alergia;
  • Se as condições das vias aéreas foram avaliadas e se os equipamentos de aspiração e de oxigenação estão em ordem.

O que devemos verificar antes da cirurgia:
  • A identificação do paciente, do local de incisão e do tipo de procedimento a ser realizado;
  • Se todos os membros da equipe confirmam nome e função;
  • Se a equipe tem conhecimento dos possíveis momentos críticos da cirurgia;
  • Se houve a revisão pela equipe de enfermagem da esterilidade e disponibilidade dos equipamentos;
  • Se a administração dos antibióticos foi feita preventivamente;
  • Se as radiografias estão em local visível.

O que devemos verificar antes do paciente deixar a sala (Sign Out):

  • O nome do procedimento realizado;
  • Se foi feita a conferência das agulhas, compressas e instrumentais;
  • Se as peças operatórias que irão para exame foram devidamente identificadas;
  • Se a equipe tem conhecimento das possíveis complicações pós-operatórias.

Essas recomendações são simples e deveriam estar incorporadas nos processos de trabalho em todas as instituições de saúde em que ocorram procedimentos cirúrgicos garantindo assim, a segurança de todos os envolvidos.
Bianchi (1983) ressalta a necessidade de haver uma comunicação adequada e eficiente, permitindo que a assistência iniciada no período pré-operatório seja continuada no período transoperatório e possa prosseguir no período pós-operatório. Ressalta, ainda, que esse meio de comunicação deve ser único, com registro fidedigno à situação e de fácil acesso à equipe de saúde.
Segundo Janúncio (2002), é essencial a existência de um elo entre as fases da assistência de enfermagem do período perioperatório. Deve ser consensual entre os enfermeiros que os registros de enfermagem são subsídios para favorecer a assistência.

A orientação pré-operatória é um dos aspectos utilizados na metodologia assistencial, pois atende às necessidades básicas do paciente e permite que este atue mais eficientemente sobre a sua recuperação no período pós-operatório.
A orientação conjunta entre paciente e família é importante para a relação de apoio e para aumentar o aprendizado. Ambos devem ser informados acerca de alguns equipamentos que estarão presentes no pós-operatório e suas finalidades.

Recomendações essenciais para o registro de enfermagem - Pré-Operatório:

Para o paciente, o período que antecede um procedimento cirúrgico é extremamente peculiar, pois o medo do desconhecido, a ansiedade e os níveis pressóricos merecem atenção especial da equipe de enfermagem.

  • Esclarecer ao paciente e aos familiares dúvidas a respeito da cirurgia e pós-alta, evitando situação de ansiedade e passando confiança e serenidade nas ações prestadas durante o ato anestésico-cirúrgico, registrando esses dados em prontuário;
  • Verificar a identificação do paciente verbalmente (se possível), pela pulseira e/ou pela revisão do prontuário;
  • Confirmar com o paciente e/ou familiar qual é a cirurgia e em qual local e registrar;
  • Descrever os procedimentos realizados no pré-operatório, conforme rotina institucional (banho, tricotomia, retirada de próteses, acesso venoso, entre outros);
  • Anotar o tempo de jejum a que está submetido o paciente;
  • Verificar e anotar os sinais vitais;
  • Anotar data e horário de encaminhamento ao Centro Cirúrgico;
  • Identificar e anotar os responsáveis pelo transporte do paciente;
  • Registrar o encaminhamento, junto ao paciente, dos prontuários e exames realizados;
  • Identificar os registros efetuados, com nome completo, categoria profissional e número de registro no COREN, apor a assinatura.

Recomendações essenciais para o registro de enfermagem - Admissão no Centro Cirúrgico:

  • Confirmar os dados de identificação do paciente, verbalmente, pela pulseira e/ou pelo prontuário e anotar;
  • Confrontar a informação com o mapa cirúrgico;
  • Confirmar e anotar a cirurgia proposta;
  • Anotar condições gerais do paciente e os sinais vitais;
  • Observar e anotar presença de dispositivos (sondas, cateteres, etc.);
  • Confirmar e anotar o tempo de jejum;
  • Registrar orientações efetuadas;
  • Identificar os registros efetuados, com nome completo, categoria profissional e número de registro no COREN e apor a assinatura.

Recomendações essenciais para o registro de enfermagem - Transoperatório

  • Registrar os procedimentos e cuidados realizados em sala;
  • Colocação de sondas;
  • Localização da colocação da placa de bisturi e outros dispositivos;
  • Passagem de cateteres ou drenos;
  • Verificar o horário de aplicação da anestesia e de início da cirurgia;
  • Averiguar a composição da equipe cirúrgica e do anestesista (nomes);
  • Verificar o local e o tipo de incisão cirúrgica;
  • Verificar as soluções drenadas (urina, aspiração de secreção e sangramento);
  • Registrar o horário de término da cirurgia e a conferência de compressas, gaze e instrumental cirúrgico;
  • Anotar a identificação da etiqueta do pacote cirúrgico ou afixá-la ao prontuário;
  • Registrar sinais vitais;
  • Registrar materiais implantáveis, guardar ou afixar a etiqueta do produto, conforme norma da instituição;
  • Anotar o encaminhamento ou não de peças para exame anatomopatológico e de laboratório;
  • Verificar e anotar o tipo de curativo e local em ferida operatória;
  • Discutir as possíveis intercorrências durante o ato cirúrgico;
  • Verificar as condições gerais;
  • Anotar a data e o horário de encaminhamento para a recuperação anestésica;
  • Identificar os registros efetuados, com nome completo, categoria profissional e número de registro no COREN e apor a assinatura.

Recomendações essenciais para o registro de enfermagem - Admissão e Alta na Recuperação Pós-Anestésica (RPA):

  • Registrar o horário de chegada;
  • Registrar a cirurgia realizada;
  • Confrontar as identificações do paciente (pulseira e prontuário);
  • Registrar as condições gerais na entrada da RPA;
  • Controlar os sinais vitais;
  • Verificar a presença de dispositivos e as condições destes;
  • Verificar e anotar as condições da ferida operatória;
  • Registrar todos os procedimentos realizados na RPA;
  • Observar e registrar as intercorrências e condutas adotadas;
  • Registrar as condições gerais do paciente no momento da alta;
  • Anotar a data e o horário da alta da anestesia e da saída da RPA;
  • Realizar o encaminhamento ao setor de destino, com identificação de quem recebeu o paciente, o prontuário e respectivos exames;
  • Identificar os registros efetuados, com nome completo, categoria profissional e número de registro no COREN, apor a assinatura.

** Texto obtido do Programa de Aprimoramento Profissional - Proficiência (Conselho Federal de Enfermagem - COFEN)

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Enfermagem - Nós fazemos a diferença!

Relatório de Enfermagem - Parte 11

A Economia nas Palavras durante a realização do Relatório de Enfermagem

O trecho abaixo, retirado de Machado (2010, p. 16), trata-se de um fragmento de um registro de enfermagem, extraído de um grupo que atua em uma UTI. É possível observar, como aponta o referido autor, que a mensagem está cifrada, ou seja, na forma de cifra. Ao analisar o trecho, percebemos a importância de um registro de enfermagem que apresente de forma clara e objetiva a situação do paciente.

"Pct em cp. devido o TCE ap acid de carro. Tem 35a, gest. 6m. L. tomo inform. les. sev. área hema ext. e FPT. SV em monitor . inst. vent. por prot. vent. Família ct. e inf. q pct é doadora de org".

Tradução do trecho supracitado:

"Paciente em coma profundo devido a traumatismo crânio encefálico após acidente de carro. Tem 35 anos, com seis meses de gestação. Laudo de tomografia informa lesão severa, área hemorrágica extensa e fora de possibilidades terapêuticas. Sinais vitais ao monitor instáveis. Ventilando através de prótese ventilatória. Família está ciente e informa que paciente é doadora de órgãos".

Os registros refletem na qualidade da assistência prestada, além de ser documento legal, visto que em caso de denúncias, os registros serão analisados por juízes, peritos, enfim, profissionais que não são da área da saúde, portanto, pode-se afirmar que o trecho acima poderá não ser decodificado, o que sem dúvidas acarretará em prejuízo nas ações judiciais e éticas.

Machado, também refere que existe uma economia assustadora nos registros "é uma linguagem tribal".

"Paciente com PAV segundo o MP foi associado VANCO por OV de MA, em investigação de FI. Hoje LOTE, BEG, BOONG s/ ALT. Retirado CNE e CVD, FU na CU, aguarda vaga na SO para WC".

Tradução do trecho supracitado:

"Paciente com pneumonia associada ao ventilador, segundo médico plantonista foi associado Vancomicina por ordem verbal do médico assistente, em investigação de foco de infecção. Hoje, lúcida e orientada no tempo e no espaço, bom estado geral, boca, olhos, nariz e garganta sem alterações. Retirado cateter nasoentérico e cateter vesical de demora, fundo de útero na cicatriz umbilical, aguarda vaga na sala de operação para Winter Curetagem".


** Texto obtido do Programa de Aprimoramento Profissional - Proficiência (Conselho Federal de Enfermagem - COFEN)

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

'O Exercício da Enfermagem e o Paciente Terminal'

Relatório de Enfermagem - Parte 10

Implicações do Registro para o Cuidado de Enfermagem

Podemos afirmar que registrar os cuidados no prontuário do paciente é um aspecto vital da prática de enfermagem, pois é através dele que podemos garantir a continuidade da assistência, a qual tem os seus princípios preconizados pelo Código de Ética.
É possível verificar em várias literaturas, que há uma crescente preocupação com o registro e a conscientização dos profissionais quanto à importância da documentação da assistência de enfermagem prestada. Primeiro, por ser um respaldo para o profissional, segundo, por se tratar de uma exigência legal e finalmente, por objetivar a continuidade da assistência prestada, permitindo aos profissionais da área fomentar a pesquisa, o ensino e a auditoria dos cuidados prestados.

Matsuda et al. (2006), cita em seu artigo os autores Martin (1994, p. 63) e Daniel (1981, p. 92) respectivamente, que enunciam: "pouca documentação sugere má prática na enfermagem" e "informação não registrada é informação perdida". 
Importante ainda destacar a complexidade dos cenários em que são realizados hoje o cuidado de enfermagem e o movimento mundial pela qualidade e segurança dos cuidados prestados aos pacientes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), qualidade é um conjunto de atributos que inclui alto nível de excelência profissional, uso eficiente de recursos, riscos mínimos ao paciente e alto grau de satisfação por parte dos usuários.
As anotações registradas no prontuário do paciente são uma das formas de comunicação entre os membros da equipe de saúde que fornecem dados para elaboração e avaliação de planos, objetivando o restabelecimento da saúde em um mínimo de tempo possível. Trata-se de um instrumento fundamental para a implantação do Processo de Enfermagem e um fator indispensável para a sistematização da assistência, contribuindo também com outros setores da instituição. 

A Enfermagem vivencia, na atualidade, uma complexidade crescente, quer com as questões tecnológicas ou nos requisitos científicos para atendimento às demandas apresentas. É necessário ainda referir que este cuidado é praticado muitas vezes em ambientes dinâmicos e nem sempre planejados. Assim, os registros de enfermagem constituem-se no elo essencial para a prática segura da assistência.
De acordo com a Resolução do Conselho Federal de Enfermagem n. 191 de 31 de Maio de 1996, para a execução da anotação de enfermagem é necessária a atenção para alguns detalhes, os quais são descritos abaixo:
  • Devem ser legíveis, completos, claros, concisos, objetivos, pontuais e cronológicos;
  • Devem ser precedidos de data e hora, conter assinatura e identificação do profissional ao final de cada registro;
  • Não devem conter rasuras, entrelinhas, linhas em branco ou espaços;
  • Devem conter observações efetuadas e cuidados prestados, sejam os já padronizados, os de rotina ou os específicos;
  • Devem ainda, conter as respostas do paciente frente aos cuidados prescritos pelo Enfermeiro, intercorrências, sinais  e sintomas observados;
  • As informações devem ser registradas logo após o cuidados prestado, a orientação fornecida ou a informação obtida;
  • Devem priorizar a descrição de características, como tamanho mensurado (cm, mm), quantidade (ml, l), coloração e forma;
  • Não devem conter termos que deem conotação de valor (bem, mal, muito, pouco);
  • Devem conter apenas abreviatura prevista em literatura e consagrada;
  • Devem ser referentes aos dados simples, que não requeiram maior aprofundamento científico. Não é correto, por exemplo, o técnico ou o auxiliar de enfermagem anotar dados referentes ao exame físico do paciente, como abdome distendido, timpânico, pupilas isocóricas, entre outros, visto que, para a obtenção destes dados, é necessário ter realizado o exame físico prévio, que constitui ação privativa do Enfermeiro;
  • Verificar o cabeçalho do impresso;
  • Fazer em horário e não em turno;
  • Fazer a anotação com letra legível, para que possa ser entendida por quem a leia;
  • Utilizar os termos "digo" e "correção" quando ocorrer um erro e nunca rasurar ou aplicar corretivos.
Registrar todos os Cuidados Prestados
Incluem as prescrições de enfermagem e médicas cumpridas, além dos cuidados de rotina, medidas de segurança adotadas, encaminhamentos ou transferências de setor, entre outros.

Registrar Sinais e Sintomas
Incluem os identificados através de simples observação e os referidos pelo paciente. Importante destacar que os sinais vitais mensurados devem ser registrados pontualmente, ou seja, os valores exatos aferidos, não normotenso, normocárdico, entre outros.

Registrar Intercorrências
Incluem os fatos ocorridos com o paciente, as medidas adotadas e a resposta dele frente às ações realizadas.

"O Enfermeiro deve adotar estratégias para desenvolver, na equipe, habilidades que garantam a excelência dos registros de enfermagem, assegurando uma assistência eficaz e isenta de riscos e danos ao paciente".

Ito et al. (2011) percorrem as seis diretrizes destacadas por Potter (1998) como importantes e que devem ser seguidas para se certificar de que as informações relacionadas aos cuidados prestados ao paciente sejam comunicadas correta e integralmente. Tais diretrizes seguem descritas abaixo:

Precisão - a informação deve ser exata, com dados subjetivos ou objetivos claramente discriminados. Além disso, é imprescindível fazer a distinção se a informação registrada foi observada no paciente ou relatada por ele. Usar a grafia correta, bem como somente abreviações e símbolos aceitos pela instituição, de modo a garantir a interpretação precisa e adequada da informação.

Concisão - fornecer as informações reais e essenciais em uma anotação. Uma anotação curta e bem redigida é mais facilmente assimilada do que uma longa e irrelevante.

Eficácia - os registros devem conter informações completas e pertinentes para a continuidade da assistência ou para condutas a serem tomadas.

Atualização - a demora na anotação de uma informação importante pode resultar em omissões graves e atrasos no atendimento ao paciente. As decisões e condutas sobre a assistência e os cuidados de um paciente são baseadas em informações atuais. Sempre anotar em prontuário, logo após a realização do procedimento, atendimento, observação ou encaminhamento. 

Organização - registrar todas as informações em formato adequado e em ordem cronológica.

Confidencialidade - as informações sobre um cliente só deverão ser transmitidas mediante o entendimento de que tais dados não serão divulgados a pessoas não autorizadas. A lei protege as informações sobre um cliente que esteja sob cuidados profissionais de saúde. O profissional de enfermagem é obrigado por lei e pela ética a manter confidencialidade de qualquer informação relacionada à doença e ao tratamento do cliente.

"É necessário que o Enfermeiro potencialize, junto à equipe, o papel das anotações enquanto fator de valorização da profissão. É possível apontar a qualidade da assistência prestada através do conjunto de informações que constam no prontuário do paciente".

** Texto obtido do Programa de Aprimoramento Profissional - Proficiência (Conselho Federal de Enfermagem - COFEN)

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Conquistando o Impossível

Leitura é Cultura!!!

Pessoal!!! Como o primeiro assunto do blog é Relatório de Enfermagem, um assunto muito sério e importante, venho recomendar estes sites abaixo, para vocês acessarem e se apaixonarem!!! Quanto mais exercemos o hábito da leitura, enriquecemos o nosso vocabulário, temos uma dicção cada vez melhor, nos tornamos mais cultos e educados, aprendemos mais e ainda por cima, tornamos o nosso relatório de enfermagem cada vez melhor!!! Ou seja, ler nos traz apenas coisas boas!!! Enriqueça a leitura de vocês!!! Entre no mundo mágico dos livros e seja muito feliz!!! Aproveite esta oportunidade!!!


Relatório de Enfermagem - Parte 9

O Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem e o Registro de Enfermagem


Artigo 25 - [É responsabilidade e dever] Registrar no prontuário do paciente as informações inerentes e indispensáveis ao processo de cuidar.

Artigo 35 - [É proibido] Registrar informações parciais e inverídicas sobre a assistência prestada.

Artigo 37 - [É direito] Recusar-se a executar prescrição medicamentosa e terapêutica, onde não conste a assinatura e o número do registro do profissional, exceto situações de urgência e emergência. 
Parágrafo único: o profissional de enfermagem poderá recusar-se a executar prescrição medicamentosa e terapêutica em caso de identificação de erro ou ilegibilidade.

Artigo 41 - [É responsabilidade e dever] Prestar informações, escritas e verbais, completas e fidedignas necessárias para assegurar a continuidade da assistência.

Artigo 42 - [É proibido] Assinar as ações de enfermagem que não executou, bem como permitir que suas ações sejam assinadas por outro profissional.

Artigo 54 - [É responsabilidade e dever] Apor o número e a categoria de inscrição no Conselho Regional de Enfermagem em assinatura, quando no exercício profissional.

Artigo 71 - [É responsabilidade e dever] Incentivar e criar condições para registrar informações inerentes e indispensáveis ao processo de cuidar.

Artigo 72 - [É responsabilidade e dever] Registrar as informações inerentes e indispensáveis ao processo de cuidar de forma clara, objetiva e completa.

Artigo 80 - [É proibido] Delegar suas atividades privativas a outro membro da equipe de enfermagem ou de saúde que não seja Enfermeiro.

Artigo 82 - [É responsabilidade e direito] Manter segredo sobre fato sigiloso de que tenha conhecimento em razão da sua atividade profissional, exceto previstos em lei, ordem judicial ou com o consentimento escrito da pessoa envolvida ou seu representante legal.

** Texto obtido do Programa de Aprimoramento Profissional - Proficiência (Conselho Federal de Enfermagem - COFEN)